O instinto religioso do ser humano

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somos teólogos por natureza

Para muitos a religião é vista como necessária, pois conforta, dá auxilio aos desamparados, é um refúgio para problemas complexos. Embora boa parte das pessoas pensam dessa forma, devemos avaliar até que ponto ela é viável, e por que é tão fácil viver sem ela. Para entendermos melhor o que será apresentado, devemos voltar no tempo, descobrir as raízes da religião. Suas principais influências, como ela foi se transformando com o passar do tempo, e como provavelmente será.
Do ponto de vista darwiniano a religião pode ter se originado em benefício de algo, ou em benefício dela mesma. Em tempos de escassez o homem primitivo recorria as suas crençasa fim de se sentir seguro, buscava por ajuda aos seus deuses. Isso pode ter contribuído para a sobrevivência humana, que muitas vezes se auto motivava, ao saber que eram guiados por entidades sobrenaturais.
Segundo Richard Dawkins “O comportamento religioso pode ser um subproduto indesejado e infeliz de uma propensão psicológica subliminar que, em outras circunstâncias, é, ou foi um dia, útil.”Durante o processo evolutivo, a seleção natural pode cometer erros. Algo que durante algum período foi útil para a sobrevivência de uma espécie, pode não ser mais útil em outra época, porem ela permanece no individuo mesmo sem ter uma função específica. A religião pode ter sido um subproduto de uma dessas funções inúteis.
O instinto dualista e a Religião

O ser humana é dualista por natureza, ou seja, acredita que tem uma alma e um corpo, e caso este venha a morrer, a sua alma permanece viva em outro lugar. Esse instinto natural do homem, de alguma forma pode ter gerado a crença em deuses, ou seja a religião nada mas é do que uma consequência do instinto dualista. Pessoas dualistas geralmente Interpretam doenças mentais como “possessão de demônios”, veem figuras místicas em objetos inanimados.
Um ateu é dualista?

Sim. Durante a infância todos somos, crianças tem uma tendência maior a serem religiosas do que pessoas adultas. Uma pessoa pode até se tornar um monista intelectual com o passar do tempo, ou seja, deixar de acreditar que exista algo além da morte. Porém o lado animal, o instinto dualista permanece vivo. Não é raro encontrar ateus que adoram filmes com temas sobrenaturais, ou coisas envolvendo religiosidade, esse gosto vem diretamente dessa Herança da seleção natural.

Então uma criança é um teísta intuitivo?
De certa forma sim. Durante a infância somos propensos a dar propósito a tudo. Um pente serve para pentear, uma faca para cortar, uma nuvem para chover. Essa capacidade de dar um propósito a tudo é chamado de teologia. Resumindo, a maioria das pessoas, sejam elas, religiosas ou ateias, são teólogas por natureza. A diferença é que muitas desenvolvem esse lado e outras não.